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Sacolas Resistentes no Sul PDF  | Imprimir |
 

By Rachel Moreno,

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O governo do Rio Grande do Sul vai obrigar os supermercados a fornecer aos clientes somente sacolas plásticas fabricadas de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileiras de Normas Técnicas). O objetivo é priorizar o consumo de embalagens mais resistentes, evitar o desperdício e, assim, reduzir a quantidade distribuída. 04/07/2012 - 05h00 Supermercados serão obrigados a distribuir sacolas resistentes no RS  FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE
A iniciativa, a ser implantada por decreto, é apoiada pela indústria do plástico e pelos supermercados gaúchos. Com sacolas mais duráveis e com capacidade de carregar mais mercadorias, o setor estima redução de 20% no total utilizado no Estado. Segundo a indústria do plástico, o Rio Grande do Sul é pioneiro nessa regulamentação --alguns fabricantes que não seguiriam a regra porque produzem sacolinhas mais baratas, com quantidade menor de plástico. A indústria afirma que a maioria das sacolas não é carregada completamente nos caixas dos mercados. Também diz que a medida representa um contraponto à restrição que vigorou em São Paulo até a última semana. As sacolas fora das normas custam menos, mas também são menos resistentes e mais finas. A ABNT manda a embalagem, por exemplo, informar quantos quilos suporta. MUDANÇA DE HÁBITO Para a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, isso mudará o hábito de consumidores de usar duas sacolinhas para carregar produtos pesados, o que gera desperdício. No Rio Grande do Sul, a obrigação atingirá mercados e estabelecimentos comerciais que tenham a partir de quatro caixas em operação. No Congresso, nas Assembleias Legislativas paulista e fluminense e também na Câmara de São Paulo tramitam projetos de lei semelhantes à proposta gaúcha. O Procon-SP diz, como as regras da ABNT não são obrigatórias, é preciso haver lei determinando esse padrão. "Não é uma medida tão drástica quanto a de São Paulo, em que a sociedade não estava preparada e teve que retroceder", diz a promotora gaúcha Têmis Limberger. Para o físico Rogério Parra, do laboratório de embalagem do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a indústria vem apoiando programas do tipo tentando se antecipar a propostas de proibição do uso. "Estavam antevendo que haveria essa onda porque fora do Brasil já perseguiam as sacolinhas", diz.
  
 

 
 
 
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress  
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