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By Rachel Moreno,

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Em mensagem por ocasião da comemoração do Dia Mundial dos Oceanos, o principal responsável da ONU destacou que proteger os oceanos e os litorais figura entre os "objetivos-chaves" da Rio+20, onde deve se referendar o compromisso internacional com a saúde dos mares do mundo. Ban pode aproveitar Rio+20 para ampliar proteção dos oceanos
08 de junho de 2012 •

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta sexta-feira que se aproveite a próxima Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) para avançar no compromisso dos Estados-membros na proteção dos oceanos e dos litorais do mundo.

Em mensagem por ocasião da comemoração do Dia Mundial dos Oceanos, o principal responsável da ONU destacou que proteger os oceanos e os litorais figura entre os "objetivos-chaves" da Rio+20, onde deve se referendar o compromisso internacional com a saúde dos mares do mundo.

"A Rio+20 deve mobilizar as Nações Unidas, os governos e outros parceiros para melhorar a conservação dos oceanos através de iniciativas que freiem a pesca em massa, melhorem a proteção da vida marinha e reduzam a contaminação dos oceanos e o impacto da mudança climática", disse Ban.

Quando restam 12 dias para o início da esperada cúpula do Rio de Janeiro, o secretário-geral apostou que nela se faça de 2012 "outro ano de objetivos para os oceanos do mundo", justo também quando se lembra o 30º aniversário da aprovação da Convenção sobre o Direito Marítimo, em 1982.

"Temos que fazer mais por nossos oceanos, que estão ameaçados por poluição, abuso dos recursos pesqueiros, impactos da mudança climática e deterioração da vida marinha", acrescentou Ban, que destacou o "grande valor" da convenção.

Para o diplomata sul-coreano, a convenção teve em suas três décadas de vida um papel vital na hora de preservar a vida marinha e promover a pesquisa científica e tecnológica dos oceanos.

Coincidindo com o Dia Mundial dos Oceanos, Ban participou da abertura de um seminário sobre a proteção dos grandes mares na sede central da ONU, onde aplaudiu os "grandes resultados" de uma convenção que qualificou como "a constituição dos oceanos", embora tenha pedido para avançar nela.

"Os humanos não devolvem os favores aos oceanos. Os países e as companhias continuam usando-os como lixões para milhões de toneladas de despejos, alguns tóxicos e perigosos", disse Ban, que defendeu a necessidade de debater uma solução para esse problema na Rio+20.

A Assembleia Geral da ONU declarou em 2008 o dia 8 de junho como o Dia Mundial dos Oceanos para chamar a atenção sobre a deterioração da vida marinha e conscientizar acerca da obrigação de proteger os grandes mares do mundo.

Marina Silva diz que debate na Rio+20 ignorou ONU e a ciência
08 de junho de 2012
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou nesta sexta-feira que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 "ignorou as recomendações dos cientistas e da ONU" sobre clima, biodiversidade, desertificação e "outros problemas graves" como a contaminação de recursos hídricos.

Marina, terceira colocada na eleição presidencial de 2010, disse que os líderes políticos "conseguiram excluir a ciência do debate" e que o documento que preparam para a Rio+20, que começa em 12 dias, "manteve o problema de separar ecologia e economia, quando é preciso integrá-las".

A política expressou, em entrevista coletiva a correspondentes estrangeiros no Rio, o "temor de que após a conferência o tema ambiental fique fora da lista". "A crise econômica absorveu os esforços da Europa, e os Estados Unidos também não têm uma agenda forte para o meio ambiente. O Brasil, como anfitrião, tem uma grande responsabilidade", afirmou a líder ambientalista.

Marina disse que os países de "economia média", entre os quais incluiu Brasil, China, Índia, México e África do Sul, são os que precisam liderar a cúpula e não "cometer os mesmos erros dos países desenvolvidos" em política ambiental.

A também ex-senadora elogiou a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, e disse que a reunião da sociedade civil "é boa porque está denunciando a incoerência da cúpula de economia sustentável ter tirado o meio ambiente da discussão".

Por outro lado, destacou que o Brasil tem "as melhores condições para liderar uma mudança de paradigmas", mas que o governo Dilma Rousseff, com o novo Código Florestal, não é mais do que "um grave retrocesso". "Ela ainda está no começo do mandato e pode corrigir seu rumo", disse Marina, que criticou o Código Florestal sancionado há duas semanas por Dilma com vetos a vários artigos.

"Não tem lógica que quem destruiu a floresta amazônica agora seja anistiado e tenha sua terra revalorizada, enquanto o que cumpria a lei não recebe nenhum incentivo", manifestou. A Rio+20 reunirá pelo menos cem chefes de Estado e de governo e delegações de mais 170 países entre os dias 20 e 22 de junho - os eventos paralelos começam no dia 13.

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