Login

Enquete

Qual ação de sustentabilidade você se envolve mais?
 

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Fecomércio debate Política Nacional de Resíduos Sólidos O evento m...
Leia Mais ...

Conselhos e Conferências

Participação popular: a frágil relação entre Conselhos e Confe...
Leia Mais ...

Encuentro Nacional Feminista en México

Informes del Encuentro Nacional Feminista en México, enviado por Josie, una compa feminista m...
Leia Mais ...

IBGE links

Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaEnglish  Español   IBGE...
Leia Mais ...

Indicadores de Sustentabilidade

IDS 2010: país evolui em indicadores de sustentabilidade, mas ainda há desigualdades...
Leia Mais ...

Sites Parceiros

arco.jpg
feminina.jpg
comuni.jpg
mm.jpg

O Caminho da Marcha MMM PDF  | Imprimir |

 

 MARCHA DAS MULHERES CHEGA HOJE A VALINHOS

Ação da Marcha Mundial de Mulheres começou ontem, em ato de lançamento no centro de Campinas

 

Hoje, 9/3, as três mil mulheres que participam da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres chegam à cidade de Valinhos. Elas saíram por volta das 6 horas da manhã do ginásio Rogê Ferreira, em Campinas, onde ficaram alojadas após o ato de lançamento, que aconteceu no Largo do Rosário.

O ato contou com a presença das delegações de 25 estados que vieram para a Marcha. Houve apresentações musicais, batucadas e falas sobre os 100 anos do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.

Em Valinhos, as marchantes ficarão alojadas no Parque do Figo. Na tarde de hoje, participarão de discussões sobre os temas: Trabalho doméstico e de cuidados: um debate sobre a sustentabilidade da vida humana e história da Marcha Mundial das Mulheres e suas lutas.

3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres

Entre os dias 8 e 18 de março, a Marcha Mundial das Mulheres organiza sua 3ª Ação Internacional no Brasil. Neste período, 3 mil mulheres de todas as regiões do país farão uma caminhada entre dez cidades, de Campinas a São Paulo, para dar visibilidade à luta das mulheres brasileiras e reivindicar mudanças em suas vidas.

A Ação começou no Dia Internacional das Mulheres (8/3), em um grande ato público no Largo do Rosário, no centro de Campinas, e termina em São Paulo, no dia 18, em um ato na Praça Charles Miller.

O lema das mobilizações é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e suas reivindicações se baseiam em quatro campos de ação: autonomia econômica das mulheres; bens comuns e serviços públicos; paz e desmilitarização; e violência contra as mulheres.

 

Esta Ação faz parte de uma grande mobilização internacional que vai até o dia 17 de outubro. Estão programadas atividades em 51 países, entre eles Canadá, Colômbia, França, Espanha, entre outros. O encerramento será em Kivu do Sul, na República Democrática do Congo.

 

Trajeto e programação

A marcha passará por dez cidades paulistas: Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea, Cajamar, Jordanésia, Perus e Osasco.

Além da caminhada pela manhã, no período da tarde as mulheres participarão de atividades de formação sobre diversos temas, entre os quais: trabalho doméstico; saúde da mulher e práticas populares de cuidado; sexualidade, autonomia e liberdade; educação não sexista e não racista; economia solidária e feminista; soberania alimentar, reforma agrária e trabalho das mulheres no campo; agroecologia; biodiversidade, energia e mudanças climáticas; políticas de erradicação da violência doméstica e sexual; tráfico de mulheres e direito ao aborto (veja a programação completa abaixo). As atividades de formação serão conduzidas pelas próprias marchantes.

Durante o trajeto está previsto um ato público na cidade de Várzea (13/3), em que será lançado um livro sobre o histórico do dia 8 de março. As mulheres também promoverão panfletagens, batucada e demais intervenções junto à população das cidades por onde passarão.

 

A Ação contará ainda com duas participações especiais. No dia 11, em Louveira, a feminista brasileira, radicada na França, Helena Hirata, debate o trabalho das mulheres e a autonomia econômica. E em Perus, no dia 16, Aleida Guevara, médica cubana e filha de Ernesto Che Guevara, fala sobre paz e desmilitarização.

 

Números e equipes

 

Participam da marcha 3 mil mulheres vindas de 25 estados: AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, GO, MA, MG, MS, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP e TO. São várias delegações em cada estado, contando também com mulheres de diversos movimentos sociais como MST, CUT, Contag, Consulta Popular, UNE, MAB e MMC.


A Marcha será construída integralmente pelas mulheres, que serão divididas em equipes de cozinha, limpeza, infra-estrutura, segurança, comunicação, formação e cultura, saúde, água e creche. A cozinha será fixa e o transporte das três refeições será feito por caminhões. Além das equipes, as delegações se revezarão para os trabalhos de limpeza dos alojamentos e cozinha.

 

As mulheres ficarão alojadas em ginásios e tendas (veja a localização dos alojamentos abaixo) e chegarão marchando às cidades.

 

Serão utilizados 50 mil litros de água potável e consumidas uma tonelada de feijão, duas de arroz, uma de carne moída, além de outros alimentos como macarrão, legumes e frutas.

 

Reivindicações e plataforma política

 

As reivindicações da Ação estão baseadas em quatro eixos que concentram temas chave para a vida das mulheres em todo o mundo. São eles: autonomia econômica das mulheres; bens comuns e serviços públicos; paz e desmilitarização; e violência contra as mulheres.

 

Esses eixos foram adaptados à realidade das mulheres brasileiras e deram os contornos da plataforma de reivindicações que será apresentada à sociedade a ao Estado durante a marcha. Entre elas está a criação de aparelhos públicos que liberem as mulheres do serviço doméstico, a não privatização de nossos recursos naturais, o aumento do salário mínimo, o fim de todas as formas de violência contra a mulher, a realização da reforma agrária e a legalização do aborto.

 

A marcha também pretende demonstrar sua solidariedade à população do Haiti após o terremoto que atingiu o país em janeiro. Haverá coleta de contribuições para a reconstrução da ação das mulheres da Marcha no Haiti e do movimento feminista do país.

 

Sobre a Marcha Mundial das Mulheres

 

A Marcha Mundial das Mulheres nasceu em 2000 como uma grande mobilização contra a pobreza e a violência. Naquele ano, as ações começaram justamente em 8 de março e terminaram em 17 de outubro (Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza), organizadas a partir do chamado “2000 razões para marchar contra a pobreza e a violência sexista”.

 

A inspiração para a criação da Marcha partiu de uma manifestação realizada cinco anos antes (em 1995), no Canadá. Na ocasião, 850 mulheres marcharam 200 quilômetros, pedindo, simbolicamente, “Pão e Rosas”. A ação marcou a retomada das mobilizações das mulheres nas ruas, fazendo uma crítica contundente ao sistema capitalista como um todo. Ao seu final, diversas conquistas foram alcançadas naquele país, como o aumento do salário mínimo, mais direitos para as mulheres imigrantes e apoio à economia solidária.

 

Histórico de ações internacionais

 

A Marcha Mundial das Mulheres já realizou duas ações internacionais, em 2000 e 2005. A primeira contou com a participação de mais de 5 mil grupos de 159 países e territórios. No ano de lançamento da Marcha, as militantes entregaram à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, um documento com 17 pontos de reivindicação, apoiado por cinco milhões de assinaturas.

 

A segunda ação mundial, em 2005, novamente levou milhares de mulheres às ruas. A Marcha construiu a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, em que expressa sua visão das alternativas econômicas, sociais e culturais para a construção de um mundo fundado nos princípios da igualdade, liberdade, justiça, paz e solidariedade entre os povos e seres humanos em geral, com respeito ao meio ambiente e à biodiversidade. De 8 de março a 17 de outubro daquele ano, as feministas construíram uma grande Colcha Mosaico Mundial de Solidariedade, composta por um retalho de cada país. Tanto a carta quanto a colcha viajaram por 53 países e territórios dos cinco continentes.

 

Mais informações sobre a Ação de 2010 da MMM

 www.sof.org.br/acao2010



Programação Completa das Atividades de Formação e endereços dos alojamentos

 

08/03
Campinas
Lançamento da 3ª Ação Internacional da MMM, marcando os 100 anos da proposição do Dia Internacional de Luta das Mulheres – Largo do Rosário

Alojamento: Ginásio Rogê Ferreira - Av. João Batista Morato do Canto Bairro s/n São Bernardo

09/03
Valinhos
Trabalho doméstico e de cuidados: um debate sobre a sustentabilidade da vida humana, seguida de debate sobre a história da Marcha Mundial das Mulheres e suas lutas.
Alojamento: Parque do Figo (Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini) Rua Dom João VI, s/nº - Jardim Planalto.


 10/03
Vinhedo
Painéis temáticos sobre:

 Economia Solidária e Feminista;
 Saúde da mulher e práticas populares de cuidado;
Sexualidade, autonomia e liberdade;
 Educação não sexista e não racista;
 Mulheres negras e a luta anti-racista;
 Mulheres indígenas; 
A mídia contra-hegemônica e a luta feminista;
A mercantilização do corpo e da vida das mulheres;
Prostituição;
Mulheres, arte e cultura.
Alojamento: Parque Jayme Ferragut - Estrada da Boiada, s/n;

 

11/03
Louveira
Trabalho das mulheres e autonomia econômica, com a presença de Helena Hirata. 
Alojamento: Área de Lazer do Trabalhador José Sinamore (Parque da Uva)  Rodovia Romildo Prado, km 1 F: 19- 38781357


12/03
Jundiaí
Soberania Alimentar, justiça ambiental e luta por território.
Alojamento: Centro Esportivo Arames Polli Smece – R. Dr. Benedito Godoi, 508 Jd. Xangai.


13/03
Várzea Paulista
Ato público com lançamento de livro sobre o histórico do 8 de março, debate sobre o histórico do movimento feminista e show cultural – Espaço Cidadania
Alojamento: Av. Projetada - Espaço Cidadania da Prefeitura.


14/03
Cajamar
A luta contra a violência sexista
Alojamento: Rodovia Anhanguera, Km 46,5. Caixa Postal, 530. Capital Ville. Jordanésia – Cajamar/SP – 11 - 4898.0003

15/03
Jordanésia
Maternidade como decisão e não como destino: debate sobre nossas experiências.
Alojamento: Rua Vereador Joaquim Barbosa, 827 – Cajamar/ SP - F: 44474550. 


16/03
Perus
Paz e desmilitarização; debate sobre a luta pela transformação da sociedade com Aleida Guevara, lutadora cubana, filha de Che Guevara.
Alojamento: Rod. Anhanguera, Km 25,5 s/n -  São Paulo – F: 11- 3916.6200/ 3911.0191


17/03
Osasco
Integração dos povos como alternativa e o papel do Estado.
Alojamento: Sindmetal – Rua Luiz Rink, 501 - Rochdale - Osasco - SP  - Tel./Fax: 3686-7401


18/03
São Paulo
Encerramento com ato público na Praça Charles Miller
Alojamento: Estádio Pacaembu – Rua Capivari, 213

Programação cultural: ao longo dos dias, articuladas às atividades de formação, haverá exibição de filmes, música, poesia, teatro e apresentações culturais dos estados.
 

AddThis Social Bookmark Button
 
< Anterior   Próximo >
Mapa do Site
Sardinha17