| By Rachel Moreno,
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Consultas nacionais reúnem propostas dos países do Cone Sul para nova entidade de gênero da ONU
Missões na Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai fortalecem
canais de diálogo para propostas dos países do Cone Sul para nova
entidade de gênero da ONU. Articulação liderada pelo UNIFEM, UNFPA e
PNUD envolve governos, movimento de mulheres, feministas e Sistema ONU
A representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento
das Nações Unidas para a Mulher), Rebecca Tavares, inicia na próxima
segunda-feira (18/1) a série de consultas nacionais para estimular o
debate sobre a nova entidade de gênero das Nações Unidas. Durante as
reuniões com governos, instâncias governamentais de mulheres,
feministas e movimento de mulheres, agências da ONU (Organização das
Nações Unidas) e parceiros será apresentado o escopo do projeto de
construção da entidade de gênero.
A nova entidade de gênero deverá ser um dos temas em discussão da 54ª
Sessão da Comissão de Status da Mulher, que acontecerá em março, em
Nova York. A previsão é de que a entidade esteja em pleno funcionamento
no segundo semestre de 2010. As consultas no Cone Sul são lideradas
pelo UNIFEM, UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) e PNUD
(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
De acordo com a representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, as consultas
nacionais serão realizadas nos cinco países de cobertura do escritório
– Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai -, para ampliar a
participação dos países do Cone Sul no processo de construção da nova
entidade de gênero, identificar as expectativas e registrar os
interesses dos países no que se refere à agenda das mulheres. “Esse é
um momento estratégico para que os interesses das mulheres de todo
mundo, inclusive dos países do Cone Sul, estejam representados no
desenho da nova entidade de gênero da ONU. Para isso, é fundamental que
as mulheres estejam mobilizadas e que os países defendam os interesses
das mulheres. Estamos trabalhando para termos uma entidade forte, bem
estruturada e com recursos expressivos”, afirma Rebecca Tavares.
O Brasil inaugura a série de consultas nacionais, com reuniões no Rio
de Janeiro e em Brasília. A primeira consulta brasileira acontecerá no
Rio de Janeiro, no dia 18/1, e a segunda, em Brasília, está sendo
organizada reunião com a sociedade civil, governo brasileiro e
cooperação internacional.
Nos dias 21 e 22 de janeiro, a representante Rebecca Tavares estará em
Santiago (Chile), onde terá audiências com a ministra da Serviço
Nacional da Mulher, Carmen Andrade, coordenadoras do Observatório de
Igualdade de Gênero, e o coordenador residente da ONU, Enrique Ganuza.
De 5 a 7 de fevereiro, a representante Rebecca Tavares estará em
Assunção (Paraguai) para audiências com a ministra da Mulher, Glória
Rubin, organizações da sociedade civil, representante do PNUD (Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento), embaixadas e cooperação
internacional. As missões na Argentina e no Uruguai serão realizadas
por Júnia Puglia, vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul. Além das
consultas nacionais, o UNIFEM está recebendo sugestões pelo e-mail
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até 1º de fevereiro de 2010. Todas as
propostas serão sistematizadas e enviadas para a sede do UNIFEM, em
Nova York.
Entidade de Gênero da ONU
A criação de uma nova entidade de gênero foi tomada na 63ª Assembleia
Geral da ONU, em setembro de 2009. Com aprovação de todos os
estados-membros da ONU, a deliberação unifica as quatro estruturas de
gênero das Nações Unidas - UNIFEM, OSAGI (Assessoria Especial do
Secretário Geral para Assuntos de Gênero), DAW (Divisão das Nações
Unidas para o Avanço das Mulheres) e INSTRAW (Instituto Internacional
de Pesquisa e Treinamento para o Avanço das Mulheres). A criação da
entidade de gênero conta também com a colaboração do PNUD (Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento) e do UNFPA (Fundo de População
das Nações Unidas).
A instância terá mais status dentro da própria ONU e deverá ser
conduzida por liderança reconhecida pelos movimentos de mulheres e de
gênero, para o processo de unificação das quatro entidades atualmente
existentes. A entidade de gênero da ONU atende a proposta do UNIFEM,
amplamente discutida e apoiada por diversos governos e redes mundiais
de organizações de mulheres, de garantir expressiva presença nos
países, mais recursos para as políticas para as mulheres, melhoria no
assessoramento aos países e governos e mais integração das agências das
Nações Unidas na agenda de equidade de gênero.
“Neste momento, o apoio político dos países-membros é essencial para
que a entidade de gênero aumente a capacidade de implementação e
execução de programas e projetos em benefício das mulheres. Precisamos
de uma entidade sólida e bem estruturada para avançar na conquista dos
direitos humanos das mulheres”, destaca Rebecca Tavares.
UNIFEM completa 18 anos de atuação
no Cone Sul
Escritório foi criado em fevereiro de 1992 para apoiar a organização da
Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai na Conferência Mundial
sobre a Mulher. Ao longo de 18 anos, instituição investe na
consolidação das políticas governamentais para as mulheres e na
incidência política das organizações de mulheres
No mês de fevereiro, o UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de
Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) completa 18 anos de
existência. O escritório na sub-região, que abrange Argentina, Brasil,
Chile, Paraguai e Uruguai, foi criado em 1992 para apoiar a organização
desses países na Conferência Mundial sobre a Mulher, realizada em 1995,
em Pequim. Naquele ano, prestou apoio à agenda das mulheres nas
discussões sobre meio ambiente na Rio 92 (Conferência das Nações Unidas
sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável).
Com estratégia organizada para a identificação de cenários e
temas-chave, emergentes e inovadores para as mulheres do Cone Sul, o
UNIFEM vem investindo no fortalecimento das organizações de mulheres e
feministas, na estruturação e consolidação dos órgãos de políticas para
as mulheres e na inclusão das mulheres na fiscalização de políticas
públicas e participação política. Atualmente, o investimento na
sub-região é de US$ 9 milhões.
No âmbito regional, contribuiu para a adesão dos países ao Protocolo
Facultativo da Cedaw (Convenção Internacional para Eliminação de Rodas
as Formas de Violência contra as Mulheres), a inclusão da perspectiva
de gênero nas instâncias oficiais dos blocos econômicos da região, além
de conferir apoio político e institucional à ampliação da participação
política das mulheres no poder Legislativo da Argentina, Brasil, Chile,
Paraguai e Uruguai. Junto aos governos, o trabalho do UNIFEM se
concentra para consolidar os organismos governamentais de políticas
para as mulheres através do assessoramento técnico e potencializar
recursos para a transferência de experiência entre governos e redes da
sociedade civil.
Investimento em mulheres
O UNIFEM presta apoio técnico e financeiro a projetos que promovam os
direitos das mulheres. Entre as principais redes e organizações
apoiadas estão a Articulação Feminista Marcocur, Articulação de
Mulheres Brasileiras, Articulação de ONGs de Mulheres Negras
Brasileiras, Católicas pelos Direitos de Decidir, Comitê de América
Latina e Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher, Coordenação das
Mulheres do Paraguai, Comissão Nacional de Seguimento – Mulheres por
Democracia, Equidade e Cidadania, Comissão HUAIROU, International
Gender and Trade Network, ISIS Internacional, Rede de Educação Popular
entre Mulheres, Rede de Mulheres Afrolatinoamericanas e
afro-caribenhas, Women & Cities Femme de Ville, entre outras
instituições, para formação de lideranças e gestores públicos,
elaboração de estudos, relatórios e projetos sobre a justiça, violência
doméstica e sexual em grandes e médios centros urbanos, periferias,
áreas rurais, comunidades tradicionais e comunidades de terreiros.
Inclusão de gênero na ONU
Diante do seu mandato de influenciar ações conjuntas para a equidade de
gênero entre as agências das Nações Unidas, o UNIFEM lidera grupos
temáticos e programas interagenciais na área de combate à violência
contra a mulher e inclusão de gênero, raça e etnia. No marco da
Assistência das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a gestão do
UNIFEM assegurou a inclusão da promoção de igualdade de gênero, raça e
etnia entre as quatro áreas prioritárias no Brasil e Paraguai a
incorporação da dimensão de gênero na Argentina, Chile e Uruguai.
No Uruguai, onde a ONU realiza o projeto piloto “Unidos na Ação” (One
UN) de integração das agências, o UNIFEM assumiu há três anos o desafio
de instalar equipe e exercer a liderança na temática de gênero. Essa
decisão propiciou uma grande visibilidade e reconhecimento do UNIFEM
como agência especializada em gênero, conferindo renovação nas
parcerias, consolidação das redes de contatos e articulação de
experiências na Cooperação Sul-Sul.
Conheça os principais resultados dos programas regionais coordenados e executados pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul
Programa de Incorporação das Dimensões de Equidade de Gênero, Racial e
Étnica nos Programas de Combate à Pobreza em Quatro Países da América
Latina - Brasil, Bolívia, Paraguai e Guatemala
Principais resultados: incentivo à desagregação dos dados por raça e
etnia na Rodada dos Censos de 2010 e nas análises estatísticas, apoio
ao processo da Conferência de Revisão de Durban, articulação com órgãos
de políticas sociais, mulheres e igualdade racial para melhoramento das
políticas públicas de gênero, raça, etnia e combate à pobreza.
Programa Regional Orçamentos Sensíveis ao Gênero - Argentina, Bolívia, Brasil, Honduras, Peru e Uruguai
Principais resultados: acordos de cooperação entre UNIFEM e as
prefeitura de Rosario (Argentina), Recife (Brasil) e Montevidéu
(Uruguai), aliança estratégica com a Faculdade de Ciências Econômicas e
Estatísticas da Universidade Nacional de Rosario, seminários
internacionais no âmbito da Mercocidades 2007-2008, produção de
conhecimento e pesquisa, fortalecimento institucional de mecanismos
governamentais de mulheres e organizações que atuam na temática gênero
e orçamento.
Fortalecimento da Liderança das Mulheres Jovens e seu Trabalho em Redes - Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai
Principais resultados: apoio a iniciativas locais de organizações de
mulheres jovens em parceria com o Consórcio Latino-americano de
Recursos das Mulheres; fortalecimento da liderança de mulheres jovens
para incidência na agenda feminista e no controle social das políticas
públicas; e produção de informação e conhecimento científico sobre a
situação das mulheres, com fomento de jovens pesquisadoras.
Programa Interagencial de Gênero, Raça e Etnia – Brasil
Promoção: ONU (UNIFEM, UNICEF, UNFPA, ONU-HABITAT, PNUD e OIT), Governo Brasileiro (SPM e SEPPIR) e Governo Espanhol
Principais resultados esperados: aperfeiçoamento da transversalidade de
gênero, raça e etnia nas políticas, programas e serviços públicos;
apoio à implementação dos Planos Nacionais de Políticas para as
Mulheres de Promoção da Igualdade Racial nas esferas estadual e
municipal; aumento da participação das mulheres nos espaços de decisão,
de forma igualitária, plural e multirracial; e ampliação do apoio dos
meios de comunicação à promoção da igualdade de gênero, raça e etnia.
Assessoria de Comunicação
UNIFEM Brasil e Cone Sul
Isabel Clavelin
Mara Silva
(61) 3038.9287 / 8175.6315
UNIFEM Brasil e Cone Sul
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